COMO O VENTO
Sou como o vento.
Ora soprando suave
Em manhas serenas,
Ora passando como furacão
Em tardes enfurecidas.
Às vezes, sem medo de nada.
Outras, assustada como criança indefesa
Que chora nos braços da mãe.
Forte como guerreiro valente
Quase nunca olho para trás.
Nunca recomeço nada
Porque nunca há nada para recomeçar.
Sigo sempre em frente
Porque lá, sim, é o meu lugar.
Não deixo que me cortem as asas.
Sem elas deixaria de viver, de voar.
Sem elas nada mais seria igual.
Como um furacão que passa
E arrasa sentimentos,
Às vezes chego de mansinho,
Me enrolo feito menina
Numa brisa para descansar.
Mas depois, sigo em frente sem medo,
Mesmo que tenha que disfarçar,
Mesmo com vontade de chorar.
Se um dia me encontrarem sem asas,
Aí sim, estarei reduzida ao pó,
Ao nada!

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