CAMINHONEIRO
Sigo meu destino
Com hora para chegar
Mas sem hora para voltar.
Levo meu bruto com os braços.
Dobro cada curva, sigo cada reta
Que rasgam as serras
Que cortam o meu país
E que chamo de meu quintal.
Reconheço o perfume de cada flor
Embrulhadas pela mata verde,
Como se fossem ramalhetes,
Desse imenso jardim
Que, audaciosamente, o chamo de meu
E que enfeitam o meu “quintal”.
Esse jardim conhece cada
Pensamento meu
E me trás um pouco de ti.
Sigo sempre em frente
Sem hora para voltar.
Meus pensamentos voam
Para onde eu queria ir,
Para onde quero, sempre, voltar.
Quando a saudade aperta
Encosto meu possante
E mando recado para os amigos
Que ansiosos esperam por mim.
Juraci Paulussi

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