domingo, 22 de maio de 2011


AVE DE RAPINA

Ave de rapina, solitária,
Se recusa a voltar
Para o mesmo ninho,
Pelo mesmo caminho
Que insiste em te esperar.
Nessa espera,
Das idas sem volta
Por momentos
Eu estive lá.
Mas cansei e descobri
Que ave de rapina também sou,
Mas diferente.
Porque volto sempre para o ninho,
Mesmo que vazio
A procura de outra ave para recomeçar.

                                      Juraci Paulussi

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