terça-feira, 27 de novembro de 2012



RIO TIETE

Querido rio Tiete!
Nasce no alto da serra
Pra São Paulo abastecer.
Desce com sua água cristalina
A poucos metros dali.
Corre por entre as matas,
Rompendo o silêncio,
Misturado ao canto dos pássaros
em meio ao perfume das flores.
Com sua água limpinha
encanta a todos que passam por ali,
É maravilhoso de ver.

Chega à marginal Pinheiro,
Vai sendo poluído,
Desrespeitado, humilhado,
Como se fosse depósito de lixo
Até morrer.
Juraci

domingo, 25 de novembro de 2012




RIO SÃO FRANCISCO

Serpenteando a mata verde,
Contornando estradas,
Rasgando, com um colorido
Verde, azul ou prata,
A paisagem do Nordeste.
Lá vai o rio São Francisco,
Por entre morros, serras e chapadas,
Se impondo e formando as cachoeiras.
Cantado em versos e prosas,
Sob o olhar dos motoristas
E dos sertanejos,
Que se encantam com a beleza
De suas águas tranqüilas e cristalinas.
Inunda vales e planícies
Com água em abundância.
Maior rio genuinamente brasileiro.
Nasce no alto da serra
Das minas gerais
E desagua no oceano
Que banha o estado pernambucano.
Juraci



MARINAS E O RIO TIBAGI

Nessa tranqüilidade,
Aurora, crepúsculo,
Tudo fica aqui, logo ali.

O horizonte?

Esse fica lá atrás do rio,
Ora azulado refletindo o céu,
Ora dourado, avermelhado
Refletido pelo por do Sol.
Parece que toda a beleza,
Criada para compor a natureza,
Caíram nesse pedacinho de chão.
Pedacinho coberto pelo pano azul,
Estrelado, enluarado a noite,
Azulado com dourado durante o dia,
Chamado Céu.
Esse paraíso perdido
Fica logo ali.

Você o conhece?

Então venha!
É aqui nas marinas,
Às margens do lago
Formado pelo rio Tibagi.
Juraci 

domingo, 11 de novembro de 2012


                                                              
                                          CUMPLICIDADE

Não importa se é de perto ou de longe,
Se é de lábios colados ou simplesmente falando.
Não importa se as mãos se encontram ou se acenam,
 se os corações batem juntos ou separados,
Não importa a distância ou a ausência,
Se tem que atravessar a montanha, o rio, ou o oceano.
No fim o que importa mesmo são as verdades,
O sorriso franco sem rusgas e sem falsidade.
É saber dar a mão para acolher, o ombro para apoiar.
O importante é estar lado a lado para juntar os caminhos
E caminhar.
                                              Juraci 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


DESPEDIDA

Estamos indo embora.
Nem sabemos pra onde ainda,
Mas temos que ir.
As malas ainda não foram arrumadas
Pois nem sabemos o que colocar nelas.
Os portões ainda estão abertos,
As portas não foram fechadas.
Estamos saindo de nós.
Logo agora que existe o apego,
Existe a tristeza e muita saudade.
Não sei porque tem que ser agora.
Poderia ter sido antes de sentir o gosto do beijo,
O calor do abraço, o aconchego na hora de dormir.
Tinha que ser quando os laços ainda estavam largos,
Não agora que já deu o nó.
Tinha que ter sido antes do querer, do amar
E antes da vontade louca de ficar.
  Juraci 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012



COMPONDO VOCÊ

Hoje acordei com saudade de você.
A saudade me fez falar sobre você.
Falar de você é fácil,
Não precisa ser escritor, nem poeta.
Seus olhos falam por si, tem o brilho das estrelas.
Seu sorriso é franco, se parece com o Sol, é cheio de esperança.
Sua boca é doce, tem sabor de mel.
Sua voz é uma canção de ninar, acalenta e acalma.
Seu rosto é todo amor, transmite tranqüilidade e vontade de viver.
Suas mãos são sinônimos de carinho.
Seus braços são envolventes, fortes e aquece junto ao peito
Para ouvir o som do coração.
E assim, como um poeta, fui compondo você,
Delineando seu corpo e sua alma.
Como o artista que, com o pincel, finaliza sua obra sobre a tela,
Campus você, com a caneta, na folha de papel.
Juraci 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


PASSARO DE AÇO
Tudo parece um sonho dentro do pássaro de aço,
Que corta o céu nas noites
Num processo natural e diário.
Sob o pássaro de aço
Lá esta ela, a terra
Parecida com um chão de estrelas.
Paisagem deslumbrante que fascina a todos sem distinção.
Do pássaro de aço
Tudo abaixo fica igual,
As diferenças se tornam banais.
Não existem mansões, nem favelas,
Nem casas sobre casas, nem arranha-céus,
Nem gente esquisita, nem madame, nem serviçal.

Existe apenas um chão de estrelas,
Que  tornam os diferentes iguais.
Assim é a cidade grande
Vista do espaço abaixo do céu.
Sob o pássaro de aço,
O avião.
Juraci

quinta-feira, 1 de novembro de 2012



POESIA
Poesia é a palavra cantada, adocicada
Com sabor de mel.
Poesia é a palavra rimada
Que brota da alma,
E escorre como brisa suave no papel.
Poesia é a música silenciosa,
Que pode ser apenas escrita e lida
Ou ficar gravada no coração.
Poesia é a palavra que faz transborda o amor,
E alegra a alma de quem a lê.
Poesia palavra única,
Que retrata o espírito do poeta,
Mas é mensagem da pura verdade para todos.
É a vivência do dia a dia ao longo da vida.
Poesia não e apenas poesia.
  Juraci