segunda-feira, 18 de julho de 2011



MOLECA MULHER


Mulher com jeito de menina,
Moleca com jeito de mulher.
Seduz como menina
Mas fala como mulher.
Tem o deboche de moleca
Mas sabe bem o que quer.
Abraça e chamega  feito menina
Mas sabe do amor feito mulher.
Mulher menina,
Menina mulher.
Doce como menina
E ardente como mulher.
Seu sorriso e de moleca
Mas tem a pegada  de mulher.
Seu beijo é angelical
Mas seus olhos pedem o que quer.
Às vezes parece indefesa
Mas é forte como mulher.

                                                             Juraci

MENINO MOLEQUE

Fala macia com jeito de moleque
Meio querendo na minha alma penetrar.
Me aborda com carinho
E com jeitinho me pede coisas banais.
Por trás dessa doçura
Sei, tem alma de um louco
Que disfarça e me pede só com o olhar.
Faço de conta que não entendo,
Mas leio seu pensamento
E te envolvo
Com vontade de te amarrar.
Nesse jogo,
Como se fosse menino, moleque,
Carente de colo e de beijos,
Chega procurando meus braços
Para se aconchegar.
Me aconchego primeiro
Como nada querendo,
Mas pedindo para me amar.
Então esse doce menino,
Me pega no colo, me abraça,
Me faz um dengo, me derreto
Pois é tudo o que também quero,
Só tem que chegar e me abraçar.
Me amando também  amo.
Você é tudo o que quero,
Eu sou tudo o que
Você quer também.
Então!
Por que não amar?  

                                                           JURACI

domingo, 10 de julho de 2011

O TREM DA SAUDADE


Lá vem o trem...
Trazendo a alegria da infância,
Sabor e cheiro de criança
Dos tempos que não voltam mais.

Lá vem o trem...

Não mais soltando fumaça,
E eu não tão criança,
Mas, com a cabeça voando a mil.
Meus pensamentos giram, passeiam
Mas o coração é da infância.
Infância que não volta mais.

Lá vem o trem...

Agora que o tempo passou,
Agora que tudo mudou,
Minha vontade é outra.
Vontade de surfar no trem.
Jogar a bike na rua
Correr pra cima do vagão
E rodopiar, bailar, feito criança feliz.

Que vontade de voar!

Voar como o pensamento
Nesse trem que me faz recordar
Do tempo de ser criança,
Do tempo que não voltará,
Mas bem que podia voltar!

Lá vai o trem, piuiii...

Juraci
FURIA DO VENTO

Nosso amor entrou na nossa vida
Como a fúria do vento
Que arrombou portas,
Abriu janelas e destruiu
As paredes dos nossos sentimentos.
Virou pelo avesso a minha vida e a sua.
Mexeu com a nossa vaidade desnuda.
Desorganizou nossas almas
Que se encheram de sonho e de esperança.
Então que seja assim:
Tomara que não saiamos
Um da vida do outro
Como o forte vento
Que vai embora como veio
E destrói tudo do nada.

Juraci