sábado, 18 de junho de 2011

AMIGOS

Amigos não são só aqueles que conquistamos ao longo da vida.
Amigos são, também, os que encontramos no de repente.
Aqueles que surgem, em nossa vida, do nada
Mas que precisamos deixar para trás.
Amigos que sem nunca ter visto você
Te acolhe num grande abraço,
Te abre a porta da casa,
Te faz uma grande festa
E arruma a cama para você.
Te abraça, te beija muito
E faz um chamego aqui e ali.
Amigo que te faz sentir mais gente
Na virada do ano, numas horas do dia
E te revira a vida.
Te coloca dentro de sua família
Te fazendo sentir uma parte dela também.
Te junta aos seus amigos,
Aos amigos dos amigos
Numa corrente de energia tão forte
Que você nem consegue entender o por que.
Hora de despedida!
Da uma vontade imensa de não ir.
Da vontade de ficar,
Vontade de nunca mais se separar.
Mas é hora de ir embora.
Então você os coloca todos na mala
E os leva de carona dentro do coração.
Amigos são assim!

                                         Juraci

TEMPESTADE NA ALMA

O vento revira minha vida
E uiva dentro de minha alma
Como um lobo temeroso
Acuado no canto querendo escapar.
A tempestade que cai lá fora
É a mesma que machuca meu peito
Como se fosse um punhal a sangrar.
Os raios que cortam o céu
É como o mesmo sentimento
Que me destrói por dentro
Sufocando o grito que não quer calar.
O tempo conspira a favor do vento que uiva,
A favor da tempestade que grita
E dos raios que cortam,
Afastando-me de ti mais e mais.

 Juraci

CORAÇÃO SEM JUÍZO

Tenho medo disso
E não sei como vou resolver.
Não sei se sigo em frente
Ou freio meus sentimentos
De amor e desejo de você.
Você chegou de mansinho
Tomou conta de mim,
Habitou meu coração.
Fui querendo, fui gostando
Achando tudo normal.
Agora me dei conta
Que o coração não tem juízo,
Me colocou dentro do seu,
Sem pedir licença,
Sem perguntar se eu queria ou não.
Mas fui gostando disso.
Agora não sei como sair.
Quebrei a tranca da porta,
Perdi o caminho de volta
Mas é hora de voltar.
Arrebentar a porta e sair.
Seguir sem olhar para trás
Mesmo querendo ficar.

                                        Juraci

quarta-feira, 8 de junho de 2011


TE ESQUECER?

Te esquecer?
Nem tento.
Seria como árvore sem vento,
Balançando as folhas ao relento.

Te esquecer?
Não quero.
Seria como as madrugadas frias,
O luar sem alegria
E as estrelas não piscariam.

Te esquecer?
Jamais.
Seria como a rosa sem cor,
Sem vida, sem perfume,
Só espinhos.

Te esquecer?
Impossível.
Seria como pássaro ferido
Caído na melancolia,
De tristeza sem poder voar.

Te esquecer?
Não dá.
Seria como a cachoeira
Sem queda, sem pedra,
Sem rumo, vazia.


Te esquecer?
Eu morreria.
Seria como o mar fugindo da praia
Sem ondas, sem espuma, sem vida.

Então, nem tento!

                                          JuracPaulussi
EM TODO CANTO O ENCANTO

Em todo canto
Pedaços nossos
Perdidos,
Deixados pra trás,
Encontrados.

Em todo canto
Uma historia,
Um amor vivido,
Uma doce lembrança,
Uma sedução.

Em todo canto
Uma esperança
Vivida,
Contida,
Amarga,
Sei lá.

Em todo canto
O brilho dos olhos,
As palavras perdidas,
A vontade do prazer
O prazer do querer.

Em todo canto
A felicidade,
A alegria,
A lembrança do beijo,
O despertar do desejo.

Em todo canto
O encanto.
Lembranças
De nós,
Eu e você

                                         Juraci Paulussi

quarta-feira, 25 de maio de 2011


QUERO TUDO

Eu não quero só um beijo,
Quero tudo.
Quero a Lua e o brilho do luar,
O Sol juntamente com seu calor.
Quero todas as estrelas do céu e do mar.
Quero, com você,
Correr descalça nas areias
Molhando os pés nas ondas
Espumantes que vem e que vão.
Quero ver as gaivotas
Pousando nos mastros dos barcos
Que balançam pra lá e pra cá.
Quero sorrir e ver os pássaros
Que roubam o que sobrou do arrastão.
Quero ouvir o canto da sereia
E me deixar encantar.
Quero ficar paralisada em seus braços
A beira mar,
Ficar assim perdida nessa magia,
Observando o horizonte
Sem hora para voltar.
Quero você.

Juraci Paulussi

terça-feira, 24 de maio de 2011

CAMINHONEIRO

Sigo meu destino
Com hora para chegar
Mas sem hora para voltar.
Levo meu bruto com os braços.
Dobro cada curva, sigo cada reta
Que rasgam as serras
Que cortam o meu país
E que chamo de meu quintal.
Reconheço o perfume de cada flor
Embrulhadas pela mata verde,
Como se fossem ramalhetes,
Desse imenso jardim
Que, audaciosamente, o chamo de meu
E que enfeitam o meu “quintal”.
Esse jardim conhece cada
Pensamento meu
E me trás um pouco de ti.
Sigo sempre em frente
Sem hora para voltar.
Meus pensamentos voam
Para onde eu queria ir,
Para onde quero, sempre, voltar.
Quando a saudade aperta
Encosto meu possante
E mando recado para os amigos
Que ansiosos esperam por mim.

Juraci Paulussi