sábado, 15 de outubro de 2011

ARTISTA PICHADOR


ARTISTA PICHADOR

Artista solitário, retira da alma a essência.
Transfere seu talento para a arte rústica da rua,
Na beira da estrada, nas paredes ou nas montanhas.
Deixa sua alma gritar no silêncio da noite,
Como o felino que vai a caça
No apagar das luzes, no acender das cruzes.
Pichar é recitar o poema
Em linhas tortas, em cores mortas
Para a platéia, do mundo, ler.
Pichar é a arte de, no silencio, falar alto
Para o povo ouvir, sentir.
Arte pichada, tirada do fundo d’alma
Para dizer a todos,
EU ESTOU AQUI!
Picha pichador, faça sua arte.
Grite em silencio sua cor, sua dor, seu valor.
Juraci 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

VAMOS NAMORAR

Hoje quero só te paparicar, te namorar.
Vim de longe para ver você,
Tirei uns dias de folga.
Tire, também, sua folga e venha.
Falte ao trabalho,
Acorde mais cedo, durma mais tarde
E venha ficar comigo.
Desliga tudo ao seu redor,
A correria do dia a dia,
O telefone, internet e a TV.
Que nada desvie nossa atenção.
Que nada estrague esse momento.
Hoje serei tua, serás meu.
Hoje vamos só namorar.
                                                          Juraci

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


SEDUÇÃO DO BEIJA-FLOR

Beija beija-flor a sua beija-flor.
Meigo como a luz da lua,
Sutil como um felino,
Mas com a suavidade da brisa.
Seduz sua menina,
Menina beija-flor.
Sapateia de galho em galho,
De folha em folha
E beija de flor em flor.
Ela baila ao seu redor
Voando pra lá e pra cá
Como a dizer, venha meu beija-flor,
Venha me pegar, me beijar.
Seduz sua menina beija-flor
E a leve para beijar a flor.
                             Juraci paulussi                            

segunda-feira, 18 de julho de 2011



MOLECA MULHER


Mulher com jeito de menina,
Moleca com jeito de mulher.
Seduz como menina
Mas fala como mulher.
Tem o deboche de moleca
Mas sabe bem o que quer.
Abraça e chamega  feito menina
Mas sabe do amor feito mulher.
Mulher menina,
Menina mulher.
Doce como menina
E ardente como mulher.
Seu sorriso e de moleca
Mas tem a pegada  de mulher.
Seu beijo é angelical
Mas seus olhos pedem o que quer.
Às vezes parece indefesa
Mas é forte como mulher.

                                                             Juraci

MENINO MOLEQUE

Fala macia com jeito de moleque
Meio querendo na minha alma penetrar.
Me aborda com carinho
E com jeitinho me pede coisas banais.
Por trás dessa doçura
Sei, tem alma de um louco
Que disfarça e me pede só com o olhar.
Faço de conta que não entendo,
Mas leio seu pensamento
E te envolvo
Com vontade de te amarrar.
Nesse jogo,
Como se fosse menino, moleque,
Carente de colo e de beijos,
Chega procurando meus braços
Para se aconchegar.
Me aconchego primeiro
Como nada querendo,
Mas pedindo para me amar.
Então esse doce menino,
Me pega no colo, me abraça,
Me faz um dengo, me derreto
Pois é tudo o que também quero,
Só tem que chegar e me abraçar.
Me amando também  amo.
Você é tudo o que quero,
Eu sou tudo o que
Você quer também.
Então!
Por que não amar?  

                                                           JURACI

domingo, 10 de julho de 2011

O TREM DA SAUDADE


Lá vem o trem...
Trazendo a alegria da infância,
Sabor e cheiro de criança
Dos tempos que não voltam mais.

Lá vem o trem...

Não mais soltando fumaça,
E eu não tão criança,
Mas, com a cabeça voando a mil.
Meus pensamentos giram, passeiam
Mas o coração é da infância.
Infância que não volta mais.

Lá vem o trem...

Agora que o tempo passou,
Agora que tudo mudou,
Minha vontade é outra.
Vontade de surfar no trem.
Jogar a bike na rua
Correr pra cima do vagão
E rodopiar, bailar, feito criança feliz.

Que vontade de voar!

Voar como o pensamento
Nesse trem que me faz recordar
Do tempo de ser criança,
Do tempo que não voltará,
Mas bem que podia voltar!

Lá vai o trem, piuiii...

Juraci
FURIA DO VENTO

Nosso amor entrou na nossa vida
Como a fúria do vento
Que arrombou portas,
Abriu janelas e destruiu
As paredes dos nossos sentimentos.
Virou pelo avesso a minha vida e a sua.
Mexeu com a nossa vaidade desnuda.
Desorganizou nossas almas
Que se encheram de sonho e de esperança.
Então que seja assim:
Tomara que não saiamos
Um da vida do outro
Como o forte vento
Que vai embora como veio
E destrói tudo do nada.

Juraci